Liderança Social

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A efetiva execução das estratégias que criamos pode depender muito dos líderes que compõem a rede social paralela à estrutura formal de nossa organização

Considere um líder exemplar – vamos chamá-lo de “X” – numa gestão hierárquica, mecânica e de “comando e controle”. O que hoje em dia mais caracteriza o executivo “X” é a falta de tempo, sua “indisponibilidade”. A noção que ele tem de interconectividade, em muitos dos casos, limita-se a estar ligado a tudo e a todos por meio de seus vários “auxiliares eletrônicos”. Para “X”, estar disponível significa abrir todas as mensagens que recebe – até mesmo durante as reuniões – e respondê-las rapidamente, mesmo que seja com comentários ou até decisões de uma só frase. Nesse contexto de aparente alta conectividade há, na verdade, cada vez menos diálogos, cada vez menos conversas significativas. Mesmo quando há oportunidade para isso, o líder “X” está sempre com pressa, como que dominado pela idéia de que o executivo objetivo, rápido e lacônico é o que tem mais chance de se tornar CEO um dia (se já não for…).

Publicado na Revista Época Negócios – Número 34

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