A Economia da Confiança

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Sem ética, não há desenvolvimento econômico. Quando todos confiam, tudo flui, sem análises excessivas e negociações penosas.

Há alguns anos entrevistei o economista Jeffrey Sachs, na época em Harvard. O mote de nossa conversa: sem confiança não é possível otimizar a economia de um país. Numa sociedade movida pelo interesse próprio, em que cada um tenta obter o máximo para si, em que tudo é uma questão de troca na base do “toma lá dá cá” e até favor deixa o outro devedor (“Você fica me devendo essa…”), tudo parece contribuir para um clima geral de desconfiança e defensividade. Não seria esse tipo de contexto que acaba gerando a busca de resultados máximos para si a qualquer preço? Não seria isso que gera a corrupção, que, por sua vez, potencializa a desconfiança em relação a tudo e a todos? Não seria assim que se geram resultados, na economia, que representam só uma mera fração do que uma sociedade é capaz de realizar quando prevalece a confiança e todos se empenham pela evolução de todos?

*Oscar Motomura é diretor-geral da Amana-Key, especializada em inovações radicais em gestão, estratégia e liderança.

Publicado na  Revista Época Negócios – Número 31

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